Quando falamos de um romance atual e realista, é quase certo que podemos esperar alguma brevidade. Zygmunt Bauman o sociólogo e filósofo polonês, deixou-nos toda a cartilha sobre esse mundo líquido em que nada é feito para durar;

Em sua obra Amor Líquido, abordou com detalhes várias facetas sobre a dificuldade de se estabelecer laços afetivos num universo que oferece desconfiança e descartabilidade à larga.

Propôs ainda, a hipótese de que a única solução para sobreviver neste ambiente frágil e hostil como caminhar sobre gelo fino, seria a velocidade. A velocidade com que um indivíduo é capaz de processar suas emoções (boas e ruins) e criar novos laços, seria então a chave para sobreviver às calamidades do coração.

Uma síntese romântica que aborda a fragilidade dos laços afetivos de toda uma geração.

O ano é 2017 e o cenário é Coimbra. Coimbra dos estudantes, como eu também o era, na altura... Mudei-me para Portugal em 2016, com meus 27 anos de idade, para tirar um MBA em marketing pela Universidade de Coimbra; Trata-se de uma cidade que tem todo um encanto especial, devido não somente ao clima de descobertas, convívios amistosos e boêmias, mas muito também pelas paisagens... A casa onde se passa a toda a história, tinha um pomar ao fundo e como ficava localizada num ponto alto do bairro dos Olivais, proporcionava então os mais belos espetáculos de cores ao pôr-do-sol, principalmente durante a primavera e o verão... Era tudo muito estimulante aos sentidos, incluindo o silêncio que vez ou outra era quebrado pela animada balbúrdia estudantil... Todos esses cenários de flores e cores fantásticas, inspiraram também as pinturas em aquarela que foram posteriormente incluídas na composição das ilustrações da obra literária, tal como se apresenta.